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Governança de dados também é assunto de marketing

Governança de dados no marketing é cuidar dos fatos públicos da marca: onde moram, se batem entre si e quem pode lê-los. Veja quatro partes e cinco passos.

Estante de pastas de arquivo escuras com uma única pasta magenta.

Governança de dados costuma ser assunto de tecnologia e do jurídico. Há uma parte dela que é do marketing: a informação pública da marca. São os fatos que buscadores e assistentes de IA leem para dizer quem a empresa é.

Cuidar desses fatos com método é o contrário de publicar e torcer para a máquina entender.

Duas governanças

A governança clássica cuida dos dados internos e dos dados pessoais. No Brasil, o tratamento de dados pessoais segue a Lei Geral de Proteção de Dados.

A governança aplicada ao marketing cuida de outra coisa: o nome, a data de fundação, os serviços, as provas e os contatos que a marca publica. A pergunta dela é: o que as máquinas entendem e dizem sobre a marca?

O custo do dado ruim é conhecido do lado interno. Segundo a Gartner, em pesquisa de 2020, a má qualidade dos dados custa às organizações ao menos US$ 12,9 milhões por ano, em média. Não conheço número equivalente para a informação pública de marca.

As quatro partes

  • Uma fonte para cada fato. Um endereço oficial onde cada fato mora. Os outros lugares repetem o que está ali.
  • Dados estruturados coerentes. A marcação que descreve a empresa para as máquinas, sem duas versões do mesmo dado.
  • Regras para robôs. Arquivos como o robots.txt e o mapa do site, que dizem aos robôs de busca e de IA o que eles podem ler.
  • Medição. Uma rotina para ver o que buscadores e assistentes de IA enxergam e citam.

Cinco passos

  1. Inventário. Listar os fatos da marca: identidade, serviços, provas, pessoas e contatos.
  2. Fonte oficial. Escolher a página dona de cada fato.
  3. Padrão. Deixar os dados estruturados com um identificador por entidade, sem duplicata.
  4. Regras. Rever o que os robôs podem acessar. Bloqueio herdado de outra época tira a marca das respostas.
  5. Rotina. Medir toda semana ou todo mês, sempre do mesmo jeito.

Os erros comuns

  • Tratar dados estruturados como um plugin que se instala e se esquece.
  • Bloquear robôs por acidente.
  • Deixar fatos divergentes espalhados, sem página dona.
  • Medir só clique.

Em resumo

  • Há uma governança de dados que é do marketing: a dos fatos públicos da marca.
  • Ela tem quatro partes: fonte oficial, dados estruturados, regras para robôs e medição.
  • O primeiro passo é um inventário dos fatos.

Perguntas frequentes

Governança de dados no marketing é o mesmo que cumprir a LGPD?

Não. A LGPD trata de dados pessoais. A governança de que falo aqui trata dos fatos públicos da marca. As duas convivem.

O que é uma fonte canônica?

É o endereço oficial de um fato. Quando o fato muda, muda ali primeiro, e os outros lugares seguem.

Quem deve ser o dono desse trabalho?

Na minha leitura, o marketing, com apoio de tecnologia. É o marketing que responde pelo que a marca diz em público.

Fontes

Sobre o autor. Guto Bertoncini é fundador da Flowup Agency, agência de autoridade digital e UX de São Paulo. Criou a Confraria do Marketing em 2026.

Texto de análise, assinado. As recomendações são do autor.

Aviso de interesse. O autor é fundador da Flowup Agency, agência que presta serviços nos temas deste texto.

Origem. Uma primeira versão deste texto saiu no blog da Flowup Agency. Erros de fato podem ser apontados pela página Contato.

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