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IA no marketing: a pergunta errada é quem substitui quem

Pesquisa de 2025 mostra mais produtividade do que qualidade com IA no conteúdo. Para Guto Bertoncini, o ganho depende da divisão de trabalho.

Mão humana e mão robótica encaixam a mesma peça em um quebra-cabeça em branco.

O debate sobre IA no marketing costuma parar em uma pergunta: a máquina vai substituir as pessoas? Na minha opinião, é a pergunta errada. A IA sozinha entrega texto genérico. A pessoa sozinha perde escala e velocidade.

O que funciona é uma divisão de trabalho combinada antes.

O que a pesquisa mostra

O Content Marketing Institute ouviu 1.015 profissionais de marketing B2B, o de empresa para empresa, entre 24/06 e 14/08/2025. Segundo o relatório publicado em 08/10/2025, 95% disseram que suas organizações usam aplicações com IA.

Entre os que usam IA para criar conteúdo, 87% apontaram ganho de produtividade. Uma parte menor, 58%, apontou melhora na qualidade. E 39% apontaram melhora no desempenho do conteúdo.

Leio esses números assim: a IA já entregou velocidade. Qualidade e resultado ainda dependem do que as pessoas fazem com ela.

Onde cada um é mais forte

  • Análise. A IA encontra padrões em muitos dados. A pessoa transforma o padrão em uma história que faz sentido.
  • Personalização. A IA monta combinações em escala. A pessoa define a voz.
  • Otimização. O sistema recomenda. A pessoa decide.
  • Criação. A IA gera variações. A pessoa escolhe, corta e refina.

O fluxo que eu defendo

  1. Um pedido de uma página, escrito por uma pessoa, com objetivo e público.
  2. Um rascunho estruturado, feito com IA.
  3. Conferência dos fatos e das fontes.
  4. Revisão crítica humana, que corta o excesso e acerta a voz.
  5. Data marcada para rever o texto.

A regra que não muda: rascunho de IA não se publica sem leitura humana.

Os riscos e os antídotos

  • Texto igual ao de todo mundo. Antídoto: dado próprio, entrevista e exemplo real.
  • Voz fora do padrão. Antídoto: guia de tom de voz.
  • Informação vencida. Antídoto: rotina de revisão.
  • Falta de transparência. Antídoto: autoria clara e aviso de como a IA foi usada.
  • Tema sensível. Antídoto: revisão humana obrigatória em saúde, dinheiro e afirmações sobre resultado.

As regras editoriais da Confraria do Marketing seguem a mesma linha: a IA entra só como apoio.

Em resumo

  • Na pesquisa do Content Marketing Institute, a IA trouxe mais produtividade do que qualidade.
  • O ganho vem de dividir o trabalho: a máquina dá amplitude, a pessoa dá critério.
  • Publicar rascunho de IA sem leitura humana é o risco mais simples de evitar.

Perguntas frequentes

A IA vai substituir os profissionais de marketing?

Na minha opinião, a pergunta está mal colocada. O que muda é o trabalho: menos execução repetitiva e mais curadoria, critério e decisão.

Onde a IA ajuda mais no marketing?

Em análise de dados, variações de texto e de imagem, personalização em escala e rascunhos estruturados.

Como evitar conteúdo genérico feito com IA?

Com dado próprio, exemplo real, guia de tom de voz e revisão humana antes de publicar.

Fontes

Sobre o autor. Guto Bertoncini é fundador da Flowup Agency, agência de autoridade digital e UX de São Paulo. Criou a Confraria do Marketing em 2026.

Texto de opinião. As ideias são do autor e não representam a posição da Confraria do Marketing.

Aviso de interesse. O autor é fundador da Flowup Agency, agência que presta serviços nos temas deste texto.

Origem. Uma primeira versão deste texto saiu no blog da Flowup Agency. Erros de fato podem ser apontados pela página Contato.

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